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Wednesday, 12 March 2008

Scarabeo 250

Sou um admirador (quase) de longa data da saga Scarabeo. Na extensa gama desta scooter de roda alta, acho especialmente admirável o modelo de 250cc, com o motor Piaggio da vespa GTS, porventura o melhor motor da classe. Há uma série de características que distinguem esta scooter das outras: não é demasiado grande, embora seja apta para grandalhões como eu, é estreita e parece perfeita para passar entre os carros. Mas embora pareça um scooter convencional, (não "maxi") ágil e despachado, mede na verdade 2 metros e vinte de comprimento e tem espaço debaixo do assento para um capacete integral ou até um PC portátil! Depois há que não esquecer que contamos também com travagem combinada, rodas de grande diâmetro, muito úteis para as crateras lisboetas, e um estilo muito mais apelativo que a concorrência. Vejam este ensaio:




O modelo estará disponível em Portugal a partir deste ano, se bem que a MILFA já se disponibilizava a trazê-lo, mediante pedido prévio.
E já agora vejam também este vídeo. Aqui surge o modelo anterior a 2007, mas acreditem que vale bem a pena ver (e mostrar àquele pessoal que diz que isso das scooters é coisa de meninas)


Tuesday, 22 January 2008

Scoopy review

Lembrei-me de uma coisa. Já falei muito da minha Honda SH, mas nunca perdi muito tempo com as suas características e capacidades, e esse género de informação que pode interessar a um comprador curioso ou indeciso...

Bom, a Honda SH 125, conhecida como "Scoopy" (embora esse nome não surja em nenhum lugar da mota) é uma scooter de roda alta muito popular em países do Sul da Europa, como Espanha e Itália, onde domina o top de vendas há anos, mas não tanto aqui em Portugal. Segue o esquema típico destes veículos, com rodas de 16 polegadas à frente e atrás, um motor enérgico para os seus 125 centímetros cúbicos de cilindrada, que no meu modelo de 2001 são servidos por um carburador. Não tem "ar", ou seja, tem mistura automática e tudo o que o condutor tem que manusear são o acelerador e os travões.

Dispondo de 13 cavalos, mais coisa menos coisa, a Scoopy consegue arrancar à frente do trânsito nos semáforos (a maior parte das vezes). Em cidade, mantêm sempre fôlego mais que suficiente para que eu me sinta seguro, mesmo a subir, ou nas grandes avenidas, onde ninguém parece cumprir os limites de velocidade. No entanto, as vias rápidas que nasceram em Lisboa um pouco por toda a parte trazem já problemas sérios, uma vez que nem sempre é possível manter-mo-nos ao ritmo (louco) do trânsito. Eu evito circular por estas vias sempre que posso.


Mesmo assim, as performances são muito razoáveis, a Scoopy arranca sem esforço e notavelmente depressa até aos 40-50 km/h, circula sem esforço a mais de 70 km/h e chega supostamente aos 105 km/h, embora na minha mão só tenha chegado aos 100. Não costumo forçar essas velocidades com frequência: eu meço quase um metro e noventa e ofereço muita resistência aerodinâmica, além de que a partir dos oitenta nota-se que o motor já vai em esforço. Digo isto pelo som, uma vez que a Scoopy não tem naturalmente conta rotações, embora disponha de um agradável mostrador com velocímetro, indicador de temperatura e indicador de combustível, sem luz de reserva. Possui ainda um relógio digital e um conta quilómetros parcial.

Em andamento a Scoopy é confortável, fruto do assento longo, largo e ergonómico, perfeitamente capaz de transportar duas pessoas adultas, e de umas suspensões muito razoáveis (forquilha telescópica à frente e um par de amortecedores atrás, estes com 3 posições de regulação). Mais uma vez, o meu metro e noventa por vezes condiciona o conforto, nomeadamente com passageiro, mas a solo, e em geral a moto é um sitio agradável para se estar. Um aviso sobre a altura do banco, para mim está perfeita, mas para os mais baixos pode ser um problema.


A travagem é só razoável, não muito forte. Isso sim, é bastante segura, fruto da travagem combinada: é quase impossível bloquear qualquer roda, mesmo a de trás! Circulando por Lisboa, as rodas grandes fazem notar as suas vantagens, uma vez que as inúmeras irregularidades e buracos de Lisboa são ultrapassados quase sempre sem problemas, embora com algum desconforto provocado sobretudo por abanões e sacudidelas de alguns plásticos. Isso pode ser um problema específico desta unidade, uma vez que ela já tinha tido algumas quedas antes de eu a comprar...

Em termos de aspectos práticos, a Scoopy peca pela falta de espaço debaixo do assento, mais uma vez, não é defeito, é feitio, já que isto é um problema comum a quase todas as scooters de roda alta. Lá caberá só um pequeno capacete Jet, mesmo assim a sua utilidade não é negligenciável. Por outro lado, a plataforma plana para os pés, mais um conveniente e muito inteligente gancho e a cómoda grelha porta-bagagens ajudam a transportar cargas na Scoopy.
O passageiro dispõem também de poisa pés retracteis, e para finalizar a lista do equipamento é de referir que a Scoopy tem um muito útil, mesmo que pouco usual, travão de mão, uma pequena palheta que prende a manete esquerda e assim imobiliza as rodas.


Para finalizar, de referir que a Scoopy nunca me deu problemas mecânicos, tive apenas que trocar de bateria uma vez. As revisões são feitas na Honda cada 4000 km e os consumos são muito agradáveis, nunca gastei mais que 8 Euros para encher o depósito, o que se traduz num consumo médio de 3 litros por cada 100 km...

Para mais informações podem consultar os dados técnicos aqui e ler um ensaio do mais recente modelo, aqui (em Francês)