Thursday, 20 May 2010

Yes we can!


Exageraste nas compras do supermercado? A saca de carvão pesa meia tonelada? Levas tudo mal preso porque não troxeste elásticos que cheguem? O admirador de Vespas "das antigas" está a distrair-te com conversa? Não tem problema. Indiana resolve!

Wednesday, 19 May 2010

No cofre indiano


Quando tinha a SH, não trazia nada comigo. Absolutamente nada. Depois, comecei a preocupar-me com a possibilidade de ter um furo, e comprei um kit de tacos para pneus tubeless. Havia também uma corrente que eu usava por vezes, quando sabia que ia estacionar nalguma parte menos recomendável da cidade. E era tudo.

Com uma scooter como a Indiana, esse tipo de à-vontade não é possível. Todo o scooterista que se preze, se conduz um modelo clássico, traz sempre consigo uma quantidade apreciável de ferramentas e peças que possibilitem uma série de pequenas reparações na berma da estrada. Eu já sabia que me faltava pelo menos o cabo da embraiagem, mas não tinha pressa em arranja-lo, confiando na pouca quilometragem da scooter. Já percebi que não posso fazer previsões desse género.

Enfim, vivendo e aprendendo. Aqui fica então o meu pequeno arsenal, carregado a diário no porta luvas sem fundo da Indiana:



1 - Toalhetes para limpar viseiras (e o que for necessário)
2 - Braçadeira elásticas para segurar a carga.
3 - Colete reflector para usar em incursões em vias rápidas
4 - Lenços de papel para tirar o óleo das mãos
5 - Mini lanterna de dínamo.
6 - Kit de lâmpadas
7 - Corrente para prender a Indiana
8 - Vela
9 - 100 ml de óleo de motor
10 - Ferramentas extra
11 - Kit de ferramentas
12 - Saco de capacete
13 - Calças de chuva

Esta é uma lista que está sempre inacabada, sempre a crescer. Muito em breve poderei acrescentar o cabo da embraiagem, um serra cabos e alguma massa lubrificante. Com isso espero estar preparado para alguns quilómetros tranquilos.

Scooter para o povo: Honda PCX

Nestes dias em que somos literalmente esmagados pela avalanche de más noticias da economia, os admiradores de scooters da Honda tem pelo menos uma razão para estar contentes: a nova PCX chega finalmente aos standers da marca neste fim de semana. Nada como uma scooter inovadora e vistosa, com consumos pouco superiores a 2 litros por cada 100 km para alegrar o dia de qualquer um.

Foto: Honda

Muita coisa se tem dito sobre este modelo e tenho mesmo lido alguns comentários estranhos: mesmo sem nunca ter posto as mãos em nenhuma, é perfeitamente claro que não se trata de uma maxi-scooter. Pelas medidas é pouco maior que uma Lead 110, e tal como esta, é também um modelo urbano, se bem que com características diferentes (tamanho das rodas, estrutura tubular sem fundo plano, posição do guiador, etc). Espero começar a ver PCX's a rodar nas estradas do nosso país muito em breve, verdadeiro antídoto para a crise.

Sunday, 16 May 2010

Os jagunços do costume foram vadiar



Como não podes?!
Sábado saída de tua casa e mais nada
Foi assim que dois AMIGOS me resgataram de um longo período de abstinência a que me tenho submetido no que diz respeito a passeios não programados, não combinados, não nada.Com montadas diferentes do habitual, lá segui eu no meio de dois BMW'istas jagunços onde não faltavam malas laterais, faróis suplementares, casacos cinza, Ram Mounts e muitas ventoinhas.Quase sempre por tabuletas que indicavam Rota do Românico, saímos sem destino definido pela estrada de Entre os Rios e sempre a ladear o Douro seguindo para Castelo de Paiva e as suas pizzas, Penafiel, Lousada, Guimarães onde é obrigatório dar um abraço ao Paulo Salgado e uma espreitadela na sua garagem, onde encontrei uma Casal Boss com depósito dentro do quadro que foi a primeira mota em que andei. Regresso pela nacional de novo ao Porto.170Km a uma média de 50 e poucos Km/h, três horitas a rolar fizeram as delicias de uma tarde bem passada, com bem mais do dobro para o Hugo e um pouco mais de Kms para o Sérgio que de Coimbra e Póvoa Varzim respectivamente saíram para me levar a passear
Obrigado.

Thursday, 13 May 2010

The LML experience


Dia 238, km 4085. Estou a caminho de um cafezinho com a minha irmã, na hora de almoço. O tempo é curto e sigo a um ritmo vivo, na zona de Porto Salvo. Numa sequência de curvas encadeadas sou obrigado a meter uma 3ª e sinto imediatamente uma sensação estranha na manete da embraiagem: está solta. Não sou tão maçarico que não perceba imediatamente o que se passa: o cabo partiu. Abrando, sem saber muito bem o que fazer, mas a pressa manda mais que a cautela e resolvo tentar chegar na mesma.

Faço boa parte do caminho sempre sem parar, nem abrandar muito. Passo por Leceia e começo a acreditar que vou pelo menos conseguir chegar ao destino. Mas depois recordo que há uma subida monstra no percurso, uma inclinação onde por vezes a 2ª chega a parecer insuficiente. Na rotunda antes, tomo outro rumo, pela estrada que leva à Fabrica da Pólvora. Pelo caminho vejo vários sinais de sentido proibido. Ignoro o primeiro mas já não consigo ignorar o segundo. Tento abrandar e meter a segunda. A Indiana engasga-se e o motor morre. Estou a cerca de 1 km do destino.

Fico ali parado a tentar conter uma fúria crescente. Poucos dias antes tinha estado na Old Scooter para resolver o problema dos piscas, porque já não funcionava nenhum. Além de um mau contacto no ballon, um dos cabos que liga ao interruptor teve de ser soldado de novo. Quando cheguei a casa fui confirmar o que estava tudo OK e descobri que não tinha Stops. Pensei que fosse da lâmpada, mas afinal era mais um mau contacto, que desapareceu tão misteriosamente como surgiu, mas só depois de eu ter desmontado meia scooter.


Decidido a demonstrar que não era a Indiana e o seu humor instável que comandavam a minha existência, deixei-a abandonada na beira da estrada e fui o resto do caminho a pé. Cedo descobri que fiz bem em obedecer aos sinais, pois em frente à Fábrica da Pólvora estava a PSP, a mandar parar os pópós mal comportados. É sempre compensador cumprir a lei.

Quando regresso para junto da LML, tenho algumas dúvidas sobre como proceder. Posso chamar a assistência em viagem, mandar a Indiana para a Old Scooter e voltar de lá a rodar. Isso gastaria o meu direito a reboque e a oficina fica do outro lado da cidade. Posso também tentar rodar em 2ª, a baixa velocidade, até uma oficina de motos que exista ali perto. Mas uma difícil pesquisa na Internet não revela nenhuma e, impaciente como sempre, resolvo tentar levar a lesionada Indiana até casa, onde resolverei o que fazer.

15 quilómetros, 1 semáforo, 10 rotundas e 19 cruzamentos mais tarde, rodando em segunda velocidade, sempre sem parar, entro na minha rua. Em casa, apresso-me a pesquisar informação sobre troca de cabo de embraiagem e munido desses dados, vou, de carro, comprar um cabo, não de embraiagem, pois ali perto não conheço oficinas, mas de travão de... bicicleta.

Pensei em fazer um bonito "How to" profusamente ilustrado, da troca do cabo da embraiagem, mas no fim estava tão frustrado com as dificuldades, só resolvidas recorrendo ao manancial de conhecimento que é o ScooterPT, e a informação já existente na Net é tão completa, que não estive para isso. Se por acaso também precisarem, eu usei dados daqui e daqui.

Resumindo, o cabo está trocado e a scooter está a funcionar, por um custo de 2 Eur. Mas o pior foi o tempo que perdi e o stress associado. Fico um bocado melindrado com todos estes contratempos ocorridos ainda antes dos 5.000km. Na Old Scooter sempre me resolveram todos os problemas, sem reservas, e só posso dizer maravilhas do trabalho deles. Mas a Old Scooter fica a 30 km daqui... O facto é quando me meti nisto, sabia que ia ter que sujar as mãos, só não imaginava quanto.

Tuesday, 4 May 2010

O Traidor

A saga começa aqui. O que faz uma LML 4T numa concentração de Vespas? Bem ou mal, e a meu ver, isto resulta de políticas comerciais que funcionaram como a seguinte analogia:Imaginem que a vossa marca favorita de calças de ganga (marca X) resolve dedicar-se exclusivamente à bombazine, e vocês descobrem que há uma marca Y que fabrica calças de ganga tal e qual aquelas que sempre usaram (e que

Sunday, 2 May 2010

Economia


Esta foto, tal como todas as que podem encontrar no blogue, é de minha autoria. Já tem no entanto algum tempo e já foi publicada numa conhecida revista de pópós. Recorda pois que os combustíveis nunca foram considerados baratos, mesmo que achemos que AGORA é que o preço está insuportável.

O elevado custo da nhanha de dinossauro que alimenta os nossos motores, aliado à lei das 125cc e ao bom tempo que desta vez parece ter vindo para ficar, tem-se traduzido num maior avistamento de motociclos na estrada. Alguns pertencem aquela tribo que só circula no verão, aqueles do chinelo, camisola de alças e calções. Ou mesmo sem capacete, como já vi por estas bandas. Mas uma parte pertence a (des)enlatados mais esclarecidos que pretendem poupar tempo e dinheiro. São boas noticias, mas quer-me parecer que ainda há alguns mitos que permanecem em relação aos custos de ter uma "mota", mitos e dogmas que me proponho aqui esclarecer.

Quem pretende comprar uma scooter ou mota para deixar o carro em casa, deveria recordar que há uma série de despesas a ter em conta. Pensar só na diferença de consumos entre o carro e a scooter e naquilo que se poupa em estacionamento pode ser um erro.

- O seguro. Dependendo da cilindrada, companhia de seguros, historial do cliente, os preços podem ir do simpático ao exorbitante (leia-se pagar mais do que pelo pópó). Ou podem mesmo negar-lhe o seguro... Uma constante é que as scooters ou motos completamente novas serão sempre mais caras de segurar que um modelo usado ou mesmo antigo. Estranho mas real.

- As revisões. Os intervalos são curtos, dependendo dos modelos podem ser tão curtos como 3.000 ou 4.000 km. Os preços são elevados, sobretudo nos representantes oficiais das grandes marcas, podendo custar mais do que uma revisão do carro. Quanto maior for a cilindrada da scooter e mais carenagens tiver o modelo (mais material para desmontar até chegar ao que interessa = mais mão de obra), mais cara será a revisão. É claro que nisto há segmentos muito distintos, uma Yamaha YBR 125 está mesmo pensada para ter uma manutenção muito barata, o que já não é tão verdade para uma Yamaha X-Max 125, por exemplo. Naturalmente o conforto e as performances também são diferentes...

- Consumo de combustíveis. Ter uma Maxiscooter de 400cc, necessária para quem se propõe fazer muitos km de autoestrada todos os dias, com um consumo a rondar os 4 l/100km, pode parecer uma proposta tentadora. E eu acho que é. Mas se mantiverem o carro lá de casa e as despesas a ele associadas, vão ver que as poupanças não serão assim tão significativas, afinal vão ter de sustentar dois veículos. As "motas a sério" são ainda mais gulosas, sendo que a maioria devora gasolina ao ritmo de um carro diesel de média cilindrada. Os modelos realmente económicos são as scooters e motos citadinas de 125cc, com injecção de combustível (os carburadores são tão Séc. XX!). As actuais recordistas serão talvez as Honda Inova e CBF 125 que permitem fazer médias pouco acima dos 2 litros por cada 100km. Podem consultar os consumos reais de muitos modelos de scooters e motos aqui e aqui.

- Outros. Circular num motociclo exige algum equipamento de protecção, que naturalmente tem que se comprar antes de se começar a utilizar a scooter nova. O capacete, blusão e luvas são o investimento mínimo. É uma despesa que não precisa de ser significativa e será "amortizada" ao longo dos anos, mas que convém contabilizar. Se tiver um acidente quase de certeza precisará de assistência médica. Se o seu seguro não cobrir, as despesas podem ser avultadas. Por fim, convém não esquecer que os motociclos acima de 180cc pagam imposto de circulação, ver tabela.

Não pretendo desencorajar ninguém de se tornar scooterista, motociclista ou simplesmente utilizador de veículos de duas rodas, muito pelo contrario. Mas tenho constatado que há alguma confusão na cabeça de pessoas que se metem nisto para poupar dinheiro. É claro que as poupanças, grandes e pequenas, são possíveis. Mas não em todas as situações.

Pessoalmente, abdiquei do carro há muito tempo, a Indiana consome 3,3 l/100km e tem uma manutenção muito barata. Já nem sinto que estou a poupar, é só o "normal". Um pouco como quando deixei de fumar. Mas em bom.