Monday, 9 November 2009

Pneus há muitos


E a julgar pelos números da OMS, cada vez mais. Mas eu queria era falar de borracha. Como sabem os meus leitores mais atentos, troquei de pneus recentemente. Os originais MRF Nylogrip Zapper, compatriotas da Indiana, foram substituídos por uns teutónicos, mais consensuais, Continental Conti Twist.

Agora que já rodei alguns quilómetros com estes novos pneumáticos, posso tirar algumas conclusões. Primeiro, as diferenças de dimensões são notórias. Os MRF são pneus de perfil mais alto e são um pouco mais estreitos que os Continental. Talvez por isso eu tivesse aquela sensação desagradável de que a scooter ia cair para o lado. Um controlo apertado da pressão minorou o problema, mas nunca o resolveu. Agora não me posso queixar de nada disso. A scooter vai mais estável, mais controlada. Terminaram também as pequenas derrapagens em piso menos aderente. Quando fazia reduções um pouco mais bruscas (e nunca sou realmente brusco com a Indiana) os pneus de origem por vezes patinavam, algo que sempre me pareceu estranho. Afinal, a Indiana tem muito poucos cavalos disponiveis...

Agora tudo acontece com muita suavidade. A condução em molhado então melhorou muito, talvez a diferença maior entre as duas borrachas se encontre nessas condições difíceis. Acho que não teria saído de scooter nos últimos dias se não tivesse os pneus novos.

Infelizmente não tenho mais experiência com outros pneus nesta medida. Andei com os Michelin S83 durante um dia e gostei. Os Conti Twist estão uns furos acima, na minha opinião, mas não muitos. Falta experimentar os pneus de scooter mais badalados das últimas décadas. Elevados à categoria de mito da aderência por muitos, os Continental Zippy 1 são actualmente difíceis de localizar e correu mesmo o rumor que o seu fabrico teria sido descontinuado. No entanto, eles continuam a figurar na pagina Web da marca Alemã e algumas pessoas têm adquirido alguns exemplares recentemente. Provavelmente, o meu próximo investimento neste capitulo.

Resta explicar como resolvi o problema do perno moido. Na verdade não resolvi. Levei a Indiana à Old Scooter e o Manel tratou de tudo. E eu não pagei nada. E esta hem, senhores da Honda??

Friday, 6 November 2009

More Proof that Vespas have Class

A couple weeks ago, the New York Times ran a story about Tom Boissonnault, a technology teacher at Eastchester Middle School in Eastchester, N.Y.Mr. Boissonault, it seems struck upon the brilliant idea of teaching kids about design and engineering through the hands-on project of restoring a 1966 Vespa Allstate. Not just any barn find, this classic Vespa had been dredged from the bottom of a lake!

Carros Voadores

Já perto das onze horas, a marginal apresentava-se com pouco transito. O que dava jeito, por que estava a chover intensamente e não me estava a apetecer ter de fazer o slalom do costume. Os enlatados circulam em excesso de velocidade, como sempre fazem, absolutamente indiferentes às condições meteorológicas.

Ia concentrado na condução. Os pneus Continental melhoram a tracção em piso molhado e sinto-me um bocado mais estável na scooter. Mas é uma mudança do terror absoluto para um medo intenso: ainda vou em alerta total quando conduzo a Indiana à chuva. O capacete estava a embaciar um bocadinho, coisa que não costuma acontecer. Estou a meditar sobre a necessidade de levantar um pouco a viseira quando um movimento anormal uns metros à frente capta a minha atenção.

Na curva seguinte, nas faixas contrarias, dois automóveis colidem, enviando um deles contra o separador de um palmo de altura, que não o detém. Ele salta para cima dos carros à minha frente, atingindo um e continuando o seu voo até embater com muita violência no muro do Centro Náutico.

Nos momentos seguintes parece que o mundo parou. Só a chuva continua a cair.

O condutor de um carro atingido à minha frente saí da viatura danificada, visivelmente combalido, e vai para o passeio. Na faixa contraria, outro condutor tenta retirar o seu Mitsubishi do meio da estrada, sem grande sucesso. Parece não saber que tem o eixo da frente partido. Em cima do passeio, levantado contra o muro, com todos os airbags insuflados, os passageiros de um Opel muito deformado permanecem dentro do carro. Surgem inúmeras pessoas, a maioria vindos do centro náutico. Algumas correm para o carro mais maltratado, procurando ajudar as pessoas. O transito começa a acumular e ouvem-se as primeiras buzinadelas, impacientes.

A chuva não abranda. Concluo que não estou ali a fazer nada a não ser expor-me a mais perigos. Arranco, contornando aquela carnificina. No caminho que me resta, sou ultrapassado por inúmeros carros a alta velocidade, provavelmente tentando compensar o tempo que perderam lá atrás. Ninguém parece tirar nenhuma lição do que acabou de testemunhar, os excessos continuam. Até à próxima vez.

Thursday, 5 November 2009

New Blogging Duties

So I rarely have the time to devote to this blog these days, and it looks like that is only going to be increasingly true over the next few months.HOWEVER, I will be blogging all sorts of Power Sports goodness at the new Branchville Motors & Vespa Ridgefield blog.Check it out!This way I can blog about cool scooter and motorcycle stuff during the down times at work, without violating my old-school

Wednesday, 4 November 2009

Culpa da «hom'idade»

Desde há muito tempo que a minha Vespa não gosta(va) de piscar. Muito mesmo. Ora era o pisca do lado esquerdo que parava, resolvia-se per si, passava o da direita a ficar com problemas, sem nunca ter conseguido perceber os porquês: quer da avaria quer da sua resolução espontânea.Ultimamente era o pisca do lado direito. Menos mal, porque considero que, nas mudanças de direcção, o do lado esquerdo

Tuesday, 3 November 2009

5 dias e 5 noites


Ao contrario do que acontece na formula 1, esta foi uma mudança de pneus que levou algum tempo. Vários dias na verdade.



E ainda não acabou...



Tinha previsto que na quarta feira (passada) chegassem os meus pneus novos, mas por alguma razão que a razão desconhece, chegou apenas um. Os amigos espanhóis a quem comprei a borracha resolveram prontamente o problema, mas isso implicou que só sexta feira tive cá em casa os dois Continental Conti Twist, para juntar às câmaras de ar continental que também iria colocar.


Certo. Passada a ressaca do jantar de sexta, sábado a meio da manhã toca a meter mãos à obra. As primeiras dificuldades surgiram logo no momento de colocar o pneu Continental na jante. É que os Conti Twist, como quase todos hoje em dia, são pneus tubless. Podem na mesma ser utilizados nas LML e vespas, em jantes convencionais com a câmara de ar, só que dão algum trabalho. As laterais do pneu são feitas para segurar o ar, por isso são grossas e muito mais apertadas do que as de um pneu de câmara. Unir as duas metades da jante exige bastante energia.


Superada esta primeira dificuldade, imaginei que dentro de minutos tudo estaria concluído. No entanto, passadas algumas horas ainda estava na garagem, incrédulo, a olhar para uma porca. Já com o pneu dianteiro montado, e o traseiro instalado na roda suplente, faltava-me só fazer a troca deste pela roda traseira. Mas e retira-la? Uma das porcas recusava-se a sair. Recusava-se mesmo a sair. Tentei lubrificar, martelar e puxar a porca renitente, mas sem sucesso. A Indiana passou o fim de semana sem sair da garagem.


Consultados os peritos e depois de muitas tentativas, hoje consegui desalojar a malvada porca, não com o uso de nenhuma ferramenta especial (que cheguei a tentar adquirir), mas recorrendo a uma boa e velha arma de família: a teimosia.

As possibilidades aqui eram duas ou, vá, três: ou a porca estava moída, ou o perno estava moído, ou ambos estavam feitos num oito. A primeira era a menos má, mas verificou-se o pior: o perno é que estava todo comido. Esta questão coloca novos problemas, mas por agora nem quero pensar nisso. Coloquei a roda com o pneu novo no sítio e voltei a apertar tudo, incluindo a porca massacrada no seu perno moído. Siga. Amanhã já vejo o que faço.


Antes de ir ligar a televisão, esclareço que as ferramentas fornecidas de série permitem realizar todos os trabalhos que tenho feito até agora, menos martelar porcas teimosas. As câmaras de ar que vinham de série, e eu troquei, tinham também um aspecto razoável. Lamento no entanto esta situação, que levanta algumas dúvidas em relação à qualidade do material utilizado nas LML. Eu realmente queria viver a experiência da scooter clássica, mas se calhar estou a chegar às coisas más muito depressa e a vive-las demasiado intensamente.

Entretanto, se vieram aqui parar na procura de uma descrição detalhada sobre como mudar pneus numa vespa, ou coisa no género, vejam antes isto.

Sunday, 1 November 2009

Vespa Tricycle

My wife and I bought my son the Radio Flyer Vespa Tricycle. He likes to have his own "scooter".

No update on the SS180 at this time. Paul S. received the clutch tension/thrust washer and the clutch will need to be removed a second time to install it.