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Sunday, 5 August 2012

I want a Pirelli wall clock!


This nice clock sits on the wall in the house by a friend. He is more of a motorcycle man, but in the early sixties he worked at a Vespa Service in a town in southern Sweden.
My Lambretta TV 175 has new Pirelli tyres, not made in Italy but in Brazil (you can't be choosy these days...). They are a couple of years old and when I found them I immediately bought three.
I recently browsed through some photos and found the one below. It's a part blow up from picture hanging on one wall in Vittorio Tessera's museum in Rodano outside Milano.
It's obviously a series 1 Li, but the colour scheme looks just like on my TV. Apart from the tail light. And the colour on the horn cover and side cowls might have been red.
The original picture shows a Agip service station from the end of the fifties.
I bet they had a Pirelli clock inside!

Monday, 4 August 2008

Ainda a AGIP

Obtive algum feedback sobre a questão da discriminação nos postos de abastecimentos de combustíveis. Infelizmente, a ignorância grassa neste país sem que ninguém se dê conta. Talvez porque.... são ignorantes? Hum... adiante. As respostas que obtive pareciam considerar que para mim era um inconveniente fazer o pré pagamento. Uma chatice. Só isso. E há quem ache bem e quem ache mal que existam postos de combustíveis que pratiquem o sistema de pré-pagamento...

Mas a maioria das pessoas passava-lhes completamente ao lado a questão: o pré-pagamento era só para mim. Alguns chegavam lá com metáforas de tipo "Africanos: pré-pagamento" ou "Carros com mais de 10 anos: pré pagamento" ou "Só o modelo do teu carro: pré-pagamento". Ou "Só abastecemos brancos". Mas há gente que não entende, ponto final.

Eu não digo que as empresas não têm o direito de se protegerem contra os roubos, mas ou é para todos ou mais vale estarem quietos. Querem ver que só motociclistas é que roubam bombas? Ainda por cima as scooters têm depósitos mesmo muito pequenos, faço ideia os desfalques que não hão de dar os automóveis... Preconceito é preconceito, e como dizia um meu professor, não há duas palavras diferentes para conceitos iguais, as coisas devem-se chamar pelo seu nome.

Ainda sobre a AGIP, não deixa de ser irónico que a bomba de gasolina onde me abasteço mais vezes seja de esta mesma marca, mas em Lisboa. Lá não só nunca tive problemas, como os seus empregados praticam a arte (absolutamente moribunda) de saudar os clientes com simpatia e dizer obrigado no final da transacção!

Friday, 25 July 2008

Na AGIP de Tercena


Bom, algum dia tinha que ser. Normalmente evito os postos de abastecimento que discriminam os motociclistas, o melhor castigo é pelo menos não ficarem com o meu dinheiro. Mas hoje, a combinação de falta de tempo e falta de gasolina revelou-se fatal. Obrigado a uma paragem forçada na bomba da AGIP em Tercena, rapidamente me apercebi da minha insensatez... Este é daqueles postos que tem afixado em todas as bombas a seguinte informação: "Motos pré-pagamento Obrigado". Este texto está gravado em pequenas placas prateadas mandadas fazer para o efeito, não se trata de um simples papel para ali colado. É portando uma discriminação persistente e convicta, não uma coisa temporária resultado de algum abuso.

Outras considerações à parte, é curioso como em Portugal se consegue (facilmente) levar avante estes pequenos atropelos às mais básicas regras de uma democracia. Se a placa dissesse "Ciganos Pré-pagamento Obrigado" ninguém poria em causa a sua ilegalidade, mas, por alguma razão, as motos e as pessoas que as conduzem podem ser discriminadas sem chatices de maior.

Entrei no posto e tive a conversa do costume com o empregado. O homem falava com uma altivez de quem me tinha apanhado a roubar e me tinha frustrado os planos. Explicou que eu poderia atestar se deixasse com ele o bilhete de identidade ou se lhe desse um montante superior ao que imaginava gastar, e após o abastecimento poderia receber a diferença. Não tinha tempo para discussões e meti dez euros. A juntar à festa, o homem não me deu o recibo e quando o exigi, tenho a sensação que ele não o tirou da impressora, mas de algum sítio ao lado, onde já estaria. Provavelmente anda a fazer alguma intrujice, ou a roubar dinheiro da caixa. Enfim, coisas estranhas se passam na bomba da Agip de Tercena. Uma rápida pesquisa na net revelou que não fui o único contemplado com este tratamento, ver por exemplo este caso. Até me parece ser o mesmo empregado.

A AGIP nem site tem para Portugal, e fiquei sem saber a quem reclamar. Se tivesse chamado a policia, já os estou a ver a dizerem-me se eu acho que eles não têm coisas mais importantes para fazer...

Tudo isto me irrita solenemente, tenho que fazer alguma coisa. Há de existir alguma maneira adulta, educada e civilizada de resolver o problema. Para já, gostava de deixar uma mensagem... Aos senhores administradores e trabalhadores do posto de abastecimento da Agip de Tercena: ide comer um cagalhão.