Wednesday, 17 February 2010

Scoopy-i?

Lembram-se da minha Honda SH 125, também conhecida como Scoopy? Essa recordista de vendas na Europa (Portugal não é Europa, já se sabe) deixou saudades. A minha namorada hoje mencionou a hipótese de comprar uma. Fiquei admirado e a conversa trouxe algumas inevitáveis recordações. Mais sobre esse assunto quando houver novidades concretas. De qualquer forma, parece que "latas velhas" tipo Vespa ou LML é que não são com ela. Enfim...

Uma pesquisa na web para me por a par dos preços e características das actuais Scoopy's vendidas em Portugal trouxe também algumas descobertas. Ao longo dos anos e nos mais variados mercados onde a Honda vende scooters, o nome "Scoopy" tem sido associado a modelos que não correspondem exactamente aquela imagem a que estamos habituados por cá. Um deles parece-me particularmente curioso.

Assim, como sou um tipo com demasiado tempo livre nas mãos, deixo-vos com fotos da Honda Scoopy-i, da Tailândia (penso). Um pequeno passo para um blogger, um grande passo para o scooterismo:






Imagens: Honda

Monday, 15 February 2010

Não estou aqui para enganar ninguém

Por um lapso meu, as médias de consumo relatadas recentemente têm um pequeno erro. O valor correcto é de 3,09 l/100km. A diferença não é grande, mas pode ser relevante para alguns. Sobre a velocidade máxima (em plano), 87 km/h, convém recordar que sou um tipo a rondar o metro e noventa de altura e algo (cada vez mais) pesado, pelo que as scooters comigo nunca chegam a atingir as mesmas performances que outros obtêm.

Por fim, uma pergunta. Mas quando é que para de chover??!!!*

* Para os menos experientes e recém autorizados a circular numa 125, informo que a meteorologia em Portugal não costuma ser tão desagradável para a condução dos nossos pequenos motociclos carroçados e que este inverno está a ser particularmente... chato!

Mais bricolage


Trabalhos manuais. Não é bem o tipo de coisa que me interessa por aí além, até por que acho que não tenho muito jeito, mas a Indiana é uma máquina extremamente simples, para os padrões actuais, e isso leva a que uma pessoa meta as mãos na massa.

Desta vez propus-me substituir uma peça do porta-couves dianteiro, um dos apertos laterais, que tinha desaparecido misteriosamente, sem deixar rastro, inviabilizando o uso do suporte. Seguindo instruções da malta do sítio do costume, dirigi-me a uma loja de ferragens com o ferro que sobrava e pedi que me arranjassem alguma coisa equivalente. No SIP tinham-me indicado um kit de substituição, este, por "apenas" 20 Euros mais portes. Eu achei um preço assim um tudo-nada excessivo. Os dois ferrinhos com porcas de orelhas da loja de ferragens custaram-me 1,20 Euro. O pior é que eram rectos como as estradas do Alentejo, assim um bocadinho diferentes da peça original...



Meia hora de trabalho depois, com a ajuda de um torno e uma serra de metal, um deles ficou assim:



Não está mal para o senhor zero à esquerda em bricolage. E não é que funciona perfeitamente?

Thursday, 11 February 2010

Em Fevereiro...não quero estar enfiado no estaleiro.



Pois é meus amigos, Fevereiro já esta ai, o mês do Carnaval, dos reis Magos e essas tretas todas. Mas o nosso ano modernista, traz-nos outros momentos, é o mês de lançamento para o novo álbum dos The Poppers. E vamos estar com eles, nesta data querida para anunciar ao mundo, mais um punhado de temas cheios de garage rock e refrões a la Kinks. Os rapazes dos Olivais, fartaram-se de suar no final do Verão passado e chegam agora com um punhado de novos temas bombásticos, capazes de fazer cair um governo, ou mesmo afujentar os cães mais danados da vizinhança. Os novos temas "Up with Lust", alguns já são os novos hinos aqui do gangue, vão ser mostrados, com todo o brilho e luxúria que merecem, "ao vivo" no palco do Cinema São Jorge, no dia 20 pelas 21.30 e depois do concerto...

Nesta mesma noite, vamos receber os convidados e amigos da banda, The Poppers, para uma muito especial After Party. Aos comandos do nosso moderno sistema sonoro, uma convidada muito especial, dj Verushka. Jovem menina, viajada, cheia de estilo e dotada de um conhecimento intrínseco das melhores tradições do garage rock e ainda o nosso Professor X, que consta, desta vez não vai dar a revisão das matérias passadas. Segundo o próprio, vai brindar-nos com "matéria nova" e uns esquemas esquisitos, mas de fácil e rápida assimilação. Uhh... Tragam os cadernos de apontamentos! E calçado leve...a "partir" da meia-noite no lugar habitual, o nosso Europa ao Cais do Sodré.

As scooters têm lugar marcado, junto a porta, ou no largo do Cais do Sodré.

Thursday, 4 February 2010

Uma novidade interessante


Foto: Honda

Ando há uns dias a tentar perceber quando é que este modelo virá para Portugal. Não faço ideia, mas trata-se da Honda PCX, uma nova scooter 125, de injecção electrónica e refrigeração líquida, fabricada na Tailândia. E que tem de especial esta pequena Honda? Além de ser uma espécie de mistura entre o desenho de scooter convencional (tipo PS 125i) e uma pequena maxiscooter (tipo S-Wing 125), a PCX anuncia um sistema que desliga o motor quando a scooter está imobilizada, por exemplo num semáforo. Esta inovação, muito semelhante ao que existe já em alguns espécimes do mundo automóvel, permite à pequena scooter japonesa (ou Tailandesa??) consumos da ordem dos 2.0 litros aos cem quilómetros. Dois litros! A confirmar-se este número, e se o preço de venda for contido, tudo aponta para que este venha a ser mais um modelo de sucesso no novo mundo das 125. Não é uma scooter eléctrica, nem a hidrogénio, mas parece-me um passo no sentido certo.

Extenso vídeo, em estrangeiro, aqui.

Monday, 1 February 2010

Dia 139: o relatório


Continuo a registar uma grande curiosidade em redor das LML. Volto a fazer aqui um ponto da situação da minha, uma LML Star Deluxe 150, mais conhecida como "Indiana", comprada em Setembro de 2009 e a qual não foram efectuadas nenhumas modificações. Ah... Bom, eu troquei os pneus, coisa que recomendo a quem receba uma LML equipada com borrachas oriundas da terra das vacas sagradas.



Não tenho feito quilómetros dignos de nota, o tempo tem ajudado a manter a scooter longe do asfalto mais do que o habitual. Mas fiz algumas descobertas que vale a pena partilhar. A primeira não é propriamente uma surpresa: transportar um pendura na LML por distancias extra-urbanas revela-se penoso. Fazer subidas em segunda, em estrada aberta, com o motor a gritar de esforço, é capaz de não ser boa ideia. Por vezes a sensação de velocidade fazia-me pensar se não estaria a andar de bicicleta...



Mas se o motor se queixa (e não pouco!) o resto da pequena emigrante do subcontinente não mostra sinais de fraqueza. A suspensão sempre me surpreendeu pela positiva, o pisar é firme e confiante, os inevitáveis buracos no pavimento irritam mas não intimidam, o comportamento parece limitado "somente" pela distancia entre eixos e as reduzidas dimensões das rodas. A dois esta solidez continua a convencer. A travagem é suficiente para evitar sustos, mas mesmo a solo é melhor antecipar problemas e obstáculos do que mais à frente tratar de os evitar.

O factor "old school" tem se manifestado de vez em quando na Indiana. Mesmo sendo uma scooter nova, já tive de recorrer diversas vezes ao estojo de ferramentas. A luz traseira, por exemplo, dá-se mal com as subidas e descidas em empedrado que abundam nos bairros históricos da capital. Por vezes recorre mesmo a esse recurso derradeiro do trabalhador revoltado: a greve. Nunca fundi nenhuma lâmpada, parece haver só um mau contacto que eu não consigo localizar e que acaba sempre por se resolver sozinho, mas só depois de eu ter desmontado meia scooter e espalhado ferramentas por todo lado, para entretenimento dos transeuntes.



Depois há a questão dos espelhos. Ando a travar há algumas semanas uma batalha (perdida) com a ferrugem, que parece querer tomar conta dos cromados das hastes. Já recorri ao WD40 e o seu primo BALA, mas de pouco serviu. Um pouco de polish resultou melhor, eliminando todos os vestígios, mas a ferrugem regressa rapidamente. Neste momento os espelhos estão assim:








Este problema é exclusivo dos espelhos, felizmente! Os números:

Km percorridos: 2607
Média de consumo: 3,32 l/100km
Velocidade máxima em plano (velocímetro): 87 km/h

Uma questão de peso


Não sei se alguém já fez esta reflexão. Ao contrario do que possa pensar o típico enlatadus vulgaris, a scooter é o verdadeiro veículo de comodidade total. De tal maneira que permite sempre estacionar à porta de casa, e do destino, qualquer que ele seja. Sempre. De todas as vezes. Mesmo.

Esta vantagem, uma entre muitas, traz consigo algumas consequências imprevistas. Eu tenho notado um certo aumento da massa corporal nos últimos tempos. Divido as culpas entre um sedentarismo crescente (a combater com todas as forças!) e o uso continuado dessa máquina do prazer que é a scooter.

Talvez pensem que estou a ser injusto, mas imaginem todos os troços que uma pessoa deixa de fazer a pé quando se desloca de scooter. Começa logo de manhã: eu saio de casa pela garagem e já estou em cima da Indiana. Chego ao destino e paro tipicamente a 10 metros da porta, se não for menos. O ciclo repete-se na maioria dos dias, já lá vão mais de 3 anos. As calorias não gastas começam a fazer-se sentir.